quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"Soneto Da Liberdade"



Vomitei um poema sem estética
Pela boca bem mais larga da poesia
Toda boa rima rica enquanto fétida
Declamando estrofes plenas de heresia.

Vou mais longe, mais insano nessa métrica
De um soneto em verso branco, primazia
Nos momentos que a poesia se faz lésbica
E meus versos são tomados de anemia.

Quero ver livre o poeta declamar
Versos seus para rimar ou não rimar
E com musicalidade ou não, repita.

Como é mestre no seu feito de criar
A poesia que renasce a almejar
Essa livre inspiração mais infinita...




Do livro “57 Poemas Brasileiros”, 1997.

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