segunda-feira, 10 de junho de 2019

Voyeur


Do alpendre te observo, em silêncio,
vestindo-se entre cortinas semicerradas
neste prédio alpino,
vista privilegiada.

Do alpendre te desejo, em silêncio,
teu corpo, teus segredos, teus instintos,
egoísmo tacanho
de tornar-me o teu destino.

Do alpendre percebo um cadafalso:
gélida sentença que a mim imputas,
frívola fuga,
devaneios de menino.  

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